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MOITA MACEDO Um talento agressivo, irrequieto, uma personalidades histriónica, uma irreverência que até parece congénita. Porém, a pintura é boa de verdade, com certos traços à Capogrossi, parentescos com a monstrificação pós-tachista e com os códigos da neofiguração italiana. E uma surpreendente e violenta arte da colagem. E, além disto, muito boa pintura, gestual, sinalética, expressionista. Além da improvisação, do insólito, da velocidade, há a força da matéria e a estrutura calculada da "explosão". Aí está Moita Macedo. Um momento do seu trânsito veemente, iconoclástico - e bem realizado - de uma estética para outra, dentro da sua mesma forma de encarar o mundo. Urbano Tavares Rodrigues "O Século" - 24 de Abril de 1974 |