MOITAMACEDO 1930 | 1983      
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COMENTÁRIOS
 
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17. E Borges - 2009-06-18 12:02:01
Adorei.
"Amigo
é quem me estende os braços
nus
faça o que eu fizer
esteja eu onde estiver
mesmo pregado na cruz!"
 
16. Gabriel Inácio - 2009-06-16 15:43:20
O que nos dá a força e a razão de existir são os criadores. A arte pertence-nos.“a mulher é o lugar da convergência entre o sentir e o sonho, onde as ideias se tornam obra”.
 
15. Carmen Bagorro - 2009-03-29 11:52:19
A beleza e a sensibilidade estão presentes em todas as sua obras, e o resultado é o retrato de uma realidade, que em certos momentos, é cruelmente dura, mas que noutros é extraordinariamente alegre e colorida, a par do romantismo e da delicadeza da figura da “mulher”.

Cada mostra conduz-nos inevitavelmente a uma viagem interior, e na exposição “O Sentido da Esperança”, marcou-me muito “A floresta dos esquecidos”...quem é que nunca sentiu fazer parte dela.

Para alguém que disse;
“Se de mim
Só ficar o poema
Mesmo assim-
Valeu a pena.”

Valeu mesmo muito a pena, ficou toda uma obra, que mexe com o mais íntimo de nós, e a imagem de um homem apaixonado pela vida, verdadeiro e íntegro; “Nada vendi
Nem dos outros
Nem de mim!”
 
14. Maria Conceição Pereira - 2009-03-23 15:18:03
Pese embora os meus conhecimentos de pintura sejam muito reduzidos (...) agora sei identificar uma obra de Manuel Amado, Albino Moura, Cruzeiro Seixas.. - fiquei surpresa com algumas obras bem diferentes das que tinha conhecimento, como por exemplo o "Aos que fizeram Abril com os restos dos seus poemas", "Sinfonia da Esperança" e "Um olhar sobre a Cidade", adorei "Mulher" e "Amantes" (sortudos dos que as compraram).
 
13. Lúcia Costa - 2009-03-12 11:47:39
É um privilégio ter já olhado algumas obras do Moita Macedo. Diria mesmo um grande privilégio! Um homem que não cabia no tempo e sociedade em que estava inserido... ainda bem que nos deixou marcas dos seus gritos de revolta. Será que alguém acorda com eles? eu abri ols olhos...
 
12. Fernanda Gonçalves - 2009-01-12 18:24:53
Nos poemas de Moita Macedo sou mãe, sou mulher, sou pitonisa... "compro sonhos, recebo verdades". Nos seus quadros navego nas caravelas pelo seu mar de cores, de traços...
Não sei escrever quadros nem pintar versos mas Moita Macedo soube faze-lo com Coração, com Alma, com Paixão.
"Poeta é o pedreiro que abre as janelas sobre o dia de amanhã"
 
11. Paulo Rangel - 2008-09-11 09:45:07
Não tive o prazer de conhecer o artista, tal como não tive o prazer de privar de perto com a exteriorização das suas emoções na tela.

“Não sei se imaginei curvas de dança se curva de lua” diz o poeta referindo-se à contemplativa sedução que a arte nos transmite.
Na observação dos seus quadros, interrogo-me sobre as formas incertas e confunde-me o seu traço regular.

Tudo porque acredito na dualidade dos seus intentos,
Intenção real de nos querer provocar.
Nos traços desassossegados quiçá de sofrimento,
E em tudo aquilo que nos quis deixar.

Moita Macedo foi poeta, foi pintor e foi acima de tudo – para mim - um ser humano duma dimensão surpreendente.
Não o conheci… é verdade.
Mas cada um acredita naquilo que sente.
 
10. Rodrigo Tomás Azam - 2008-05-20 21:36:08
Moita Macedo, é cor, é vida, é raça. Na primeira frase que encontrei alusiva à sua obra, de imediato tomei consciência que estava perante alguém de diferente, na sua época. De imediato imaginei-o vestido de jaqueta vermelha e barrete verde, debruado a vermelho. As cores nacionais.
Talvez por isso, em algumas das suas obras, estejam presentes as origens helénicas da “Festa” com toda a sua bravura, no passo, na elegância a que cada gesto obriga.
Deixa-nos na vasta obra, o carácter humanista e surpreende-nos com generosidade como projecta a matiz nas telas. Depois, revela-nos com alma, o campo, as ferras e as tentas da valentia das gentes ribatejanas, como ele. Ao nos aproximarmos de perto da sua obra, aprende-se a olhá-lo de forma distinta e nos seus poemas encontramos a mensagem que sentíamos, embora alguns de nós, não soubéssemos onde a encontrar. Por fim, na multiplicidade da sua obra o arco-íris está ausente, embora o traço fraterno e firme, na construção da oitava letra do nosso alfabeto, a palavra Homem, esse sim, esteja sempre presente. Bem-haja, Moita Macedo.
 
9. Jorge M. P. Guedes - 2008-03-02 03:27:23
Só pode ser verdade quando se diz que há quem já nasça artista.
O que Moita Macedo nos deixou não se aprende, vem de dentro, nasceu antes de nascer.
Um grande artista, em suma.
 
8. Beatriz Lavrador - 2008-02-08 18:28:59
Gosto da sua poesia. Gosta sua pintura. Gosto do desenho das palavras e do desenho dos traços. Gosto das caravelas e das cidades.Gosto dos seus poemas escritos com afectos, com sabores, com gestos e com cores, com tantas cores! Poemas que nos falam de auroras de espanto, de olhos que não ficaram nus,de braços que não ficaram cruz, de rios que são estradas, de gentes da noite buscando alvoradas, do amor que nos dá asas. Tudo na obra escrita e pintada de Moita Macedo me interpela, me encanta, me seduz e me conquista.
 
7. Francisco Fialho - 2008-02-04 13:08:42
"Pintei versos, escrevi quadros".
A visita que realizei à exposição "Moita Macedo-Pintura", na Galeria M.Artur Bual, intensificou, de alguma forma (in)esperada, a sensação anterior que possuía sobre a complexidade da personalidade artistica de Moita Macedo (MM). O que me prendeu mais o olhar, ora deambulante, ora fixo, na sua exposta pintura, para aquém e para além das formas abstraccionistas e das cores concretas, foi um súbito sentimento de preplexidade, quando a telas de simples e estilizadas formas se sucediam telas densamente povoadas de formas complexas. Será que o próprio MM não ficava preplexo perante o que a sua ALMA (ou ESPIRITO ou lá o que seja) de artista plástico lhe transmitia no momento criativo e que ele traduzia ora em telas e desenhos que escrevia ora nos versos que pintava? Não sei nem nunca o saberei! O Enigma que MM, para mim, tansmite ao dizer "Pintei versos, escrevi quadros", não simplifica (antes complica) o decifrar da sua complexa personalidade artistica. É certo que "sabemos" que a sua pintura não é dissossiável da sua poesia! ... ("Sabemos? ... Não será? ...Uma completará a outra? ... Qual é ...Qual?). O Enigma não estará na sua própria pessoa? Não será (terá sido) MM um Homem Enigmático na sua criação artistica para si próprio ... e até para os seus amigos e estudiosos?
Nunca estive com Moita Macedo, não sou ninguém habilitado para tecer qualquer comentário à sua Obra, não "sei" de arte nem "sei" de poesia, mas não quiz deixar de expressar o que senti, pensei e trousse comigo da exposição ... e sei que "conhecê-lo" tem sido uma experiência que, creio, só ainda começou.
 
6. Maria R. M. - 2008-01-27 19:44:31
Não sou critica de arte. Sou apenas alguém que gosta de arte.
Só posso falar da emoção que sinto, quando os meus olhos observam os traços fortes, ricos de cor, da sua obra plástica, ou os meus ouvidos registam as suas palavras pintadas em verso…
Gosto da obra. Não sei de prefiro a pintura ou a poesia. Talvez seja mais fácil gostar da pintura, porque mais colorida e exposta ao olhar…A poesia é preciso descobri-la no livro fechado, mas que depois de aberto revela palavras que nos fazem pensar e sonhar… Não tenho que escolher. Vou continuar a olhar, a ouvir e a descobrir, tudo o que a obra deste grande artista me pode ainda revelar.
 
5. Manuela Gaspar - 2008-01-23 11:37:27
Não sei o que aprecio mais... se a obra criadora do pintor, se do poeta... em qualquer uma destas expressões mais conhecidas (também há a escultura e provavelmente ainda outras formas mais, desta personalidade que se revela tão rica e multifacetada), sente-se a emanação de uma força brutal e simultaneamente, uma subtileza diáfana que nos envolve todo o ser; há também um sentir de uma vida apenas a preto e branco ou, em contraponto, com todas as cores que a criação primordial nos presenteou. É como que uma orquestração de forças opostas mas complementares que, na procura constante de um equilíbrio, se perpetua num bailado que vai rodopiando entre o microcosmos e o macrocosmos.
 
4. Fatima Nunes - 2007-01-15 22:22:57
Poeta, escultor, HOMEM que atravessa varias texturas na voracidade do Tempo da Europa e do Mundo. Poeta da memória e das emoções, escritor e pintor de grandes causas e de «engagement» de coerência e verticalidade. Acima de tudo a Beleza... em tudo.
 
3. Isabel Victor - 2007-01-14 19:10:25
Merecida página dedicada a um grande e multifacetado artista português.
 
2. Hugo de Freitas - 2006-02-08 18:14:55
Acabei de conhecer uma vida de arte fantastica, uma obra fabulosa e percebi que me identifico muito com a mesma. Não tenho muitas mais palavras para conseguir exprimir o que sinto.
Obrigado
 
1. Francisco Velez Roxo - 2005-12-07 23:16:26
Excelente.Simbolico.Digno da memória de um fazedor de arte.
 
 
 
 
   
   
   
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